terça-feira, 28 de outubro de 2014

O Manifesto Hacker


O Manifesto Hacker (também conhecido como The Hacker Manifesto, oficialmente com o nome de "The Conscience of a Hacker") é um pequeno ensaio, escrito em 8 de janeiro de 1986 por um hacker com o pseudónimo de "The Mentor" (nascido Loyd Blankenship).
Ele foi escrito após a detenção do autor, e publicado pela primeira vez no underground ezine hacker Phrack. É considerada uma pedra angular da cultura hacker, e dá alguns esclarecimentos sobre a psicologia de início dos hackers. É dito que isso moldou a opinião da comunidade hacker sobre si mesma e sua motivação. O Manifesto afirma que os "hackers" optam por hackear, porque é uma maneira pela qual eles aprendem, e porque muitas vezes são frustrados e entediados pelas limitações das normas da sociedade. Também expressa o Satori de um hacker percebendo seu potencial no domínio dos computadores. 
O Manifesto age como um guia para hackers do mundo, especialmente os novos no campo. Ele serve como um fundamento ético à pirataria, e afirma que há um ponto que a pirataria substitui desejos egoístas para explorar ou prejudicar outras pessoas, e que a tecnologia deve ser usada para expandir nossos horizontes e tentar manter o mundo livre. 
 artigo é citado no filme Hackers 1995, embora no filme ele está sendo lido na revista Hacker 2600, não o historicamente correto Phrack. Mentor recebe a atribuição de créditos do filme. O mesmo também é reproduzido no interior da caixa do CD do jogo Uplink.
"O Manifesto Hacker" é também o nome de um livro escrito pelo professor de estudos mídia McKenzie Wark. O Mentor deu uma leitura de O Manifesto Hacker e esclarecimento adicional oferecido pelo H2K2. 
Leia:
“Mais um foi preso hoje, está em todos os jornais! “Jovem preso por crime de computador” “Hacker preso depois de invadir Banco”. Malditos garotos! São todos iguais! 
Mas você, com sua psicologia barata e um cérebro tecnológico de 1950, nunca olhou atrás dos olhos de um HACKER. Você nunca se perguntou sobre o que despertou essa paixão? Que forças o incentivaram? O que o moldou? Eu sou um HACKER! Entre no meu mundo. Meu mundo começa na escola… Sou mais esperto que os outros garotos e esta bosta que nos ensinam me chateia. Malditos garotos! Eles são todos iguais!
Estou no ginásio ou nas universidades… Ouvi dos professores pela qüinquagésima vez como reduzir uma fraç?o “N?o, professor, n?o demonstrei meu trabalho, eu o fiz de cabeça” Malditos garotos! Provavelmente ele colou. Eles são todos iguais! Eu fiz uma descoberta hoje, conheci um computador. Espere um segundo, isto é legal! Ele faz exatamente o que eu quero. Ele é meu instrumento. Se ele comete um erro, é porque eu errei, não que ele não goste de mim, ou se sinta intimidado por mim… Ou porque não gosta de ensinar e n?o deveria estar aqui. Malditos garotos! Eles são todos iguais!
E então aconteceu… uma porta se abriu para um outro mundo. Escorrendo pela linha do telefone, como heroína nas veias de um viciado, um pulso eletrônico é enviado para fora, um refúgio onde me esconder dos incompetentes de todos os dias foi encontrado… uma teclado foi descoberto.
“É isto!… este é o lugar de onde eu venho” .Eu estou onde gosto… Me sinto a vontade aqui, a cada dia que passa meus conhecimentos aumentam vertiginosamente. Eu conheço todos aqui, nunca nos encontramos, nunca nos olhamos cara a cara, nunca escutei as suas vozes, mas conheço tudo sobre vocês… Malditos garotos! Usando a linha do telefone de novo! Eles são todos iguais!
Você apostaria a bunda para provar que somos todos iguais… Na escola nos nutriram com comida de criança enquanto desejávamos um ?suculento caldo de mocotó?. Os pedaços de comida que nos deram já estavam mastigados e sem sabor. Nós fomos dominados por sádicos, ignorantes ou apáticos. Os poucos que tinham algo a nos ensinar nos tratavam como bons alunos, e estes poucos são como “gotas d?água no deserto”.
Agora este é o meu mundo, o mundo de elétrons e bot?es, a beleza da transmiss?o em bauds por segundo. Nós fazemos uso de um serviço que deveria ser acessível e barato se não fosse dominado por aproveitadores e especuladores capitalistas, e vocês nos chamam de criminosos. Nós exploramos o conhecimento… e vocês nos chamam de criminosos. Nós corremos atrás do saber e vocês nos chamam de criminosos. Nós existimos sem cor, sem nacionalidade, sem religião e vocês nos chamam de criminosos. Vocês constróem bombas atômicas, vocês fazem guerras, vocês matam, trapaceiam, corrompem e mentem para nós e tentam nos fazer crer que é para nosso bem, e nós é que somos os criminosos?
Sim, eu sou um criminoso. Meu crime é a curiosidade. Meu crime é descobrir o que os jurados pensam e sabem e não o que vêem. Meu crime é descobrir seus segredos, algo que não te deixará esquecer jamais o meu nome. Eu sou um HACKER, e este é o meu manifesto. Você pode me capturar, mas não pode prender todos, pois no fim das contas, nós somos todos iguais.”
Fonte:anonymousbr4sil.net

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brechós invadem redes sociais e faturam até R$ 100 mil por mês

Que mulher nunca sonhou em possuir bolsas ou sapatos de grifes mundialmente famosas? O preço do luxo, porém, não é para qualquer bolso. Ou pelo menos não era, até o surgimento dos brechós virtuais, que vendem peças seminovas – algumas usadas apenas uma ou duas vezes – por até 50% menos que os valores cobrados nas lojas. O sucesso é tão grande nas redes sociais que o empreendimento chega a render um faturamento de até R$ 100 mil por mês.
O perfil de quem adquire e de quem vende estes protudos através da internet é jovem – entre 25 e 35 anos – e feminino, em sua maioria, afirma o presidente do Reclame Aqui, canal que intermedia consumidores insatisfeitos e comerciantes que ofereceram o serviço ou o produto. “É uma tendência de e-commerce. São peças caríssimas, que são usadas uma ou duas vezes. Esse é um mercado muito novo. E é um mercado com empreendedores jovens”, analisou Maurício Vargas.
“O que eu acho bacana nesse novo tipo de comércio é que o luxo se tornou mais acessível, e que as pessoas podem estar sempre trocando, variando e reciclando os produtos. Você não fica mais usando a mesma bolsa por anos a fio. O seu guarda-roupa ficou mais dinâmico”, contou a advogada de 35 anos, Helena Cavalcanti, que já comprou óculos, bolsas e também já vendeu uma bolsa através de brechó virtual.
Redes sociais
Um dos principais canais de venda dessas mercadorias é o Instagram – rede social de compartilhamento de fotos – e segundo 100% das empreendedoras que o G1 entrevistou, o canal é “um grande facilitador”. Para parte delas, “é o melhor veículo de divulgação”. De acordo com a carioca Cintia Lucas, de 34 anos, – que está há 7 em São Paulo – o canal é responsável por 40% das vendas. “O restante vem de clientes que compram novamente e de investimentos em anúncios”, disse a dona do Modificando Brechó, que possui 11 mil seguidores.
Segundo a empreendedora de Goiânia Maísa Zica, de 33 anos, a grande vantagem da rede social é que “ali não temos custo algum e conseguimos atingir o cliente que realmente tem interesse nos nossos produtos”, explicou a proprietária do Desapego do Luxo, que possui 13 mil seguidores. Para a garantir a qualidade dos itens, “é feita uma curadoria (…) escolho a dedo o que quero que entre”, afirmou Maísa.
Para as idealizadoras e responsáveis pelo BagMe.com.br – que possui 33 mil seguidores, um site na internet e trabalha ainda com o aluguel de peças –, Elisa Melecchi e Luiza Nolasco, ambas de 29 anos e do Rio de Janeiro, a vantagem do Instagram é que “antes ficávamos à mercê de grandes anunciantes da internet, como do Google Ads e Facebook Ads [canais de publicidade desses sites]”.
“Mas desde que houve a popularização do Instagram, mudamos o plano de marketing, passando a gastar bem menos com mídia online e hoje contamos muito com o engajamento do Instagram para crescer e vender cada vez mais”, completou Elisa.
Há ainda brechós que trabalham com produtos consignados. Neste caso, quem deseja se desfazer de um produto deixa sob a responsabilidade do brechó, que faz a venda e cobra para isso uma porcentagem sobre o valor da mercadoria, contaram as sócias Gabriela Salles e Any Koplin. "Não investimos em peças", afirmou Gabriela, uma das donas do Let It Go Brechó.
Bolsa de 70 mil dólares
O valor do item depende da marca, do modelo, de quão raro é o produto, e seu estado de conservação, mas tem como base o valor de mercado. “Já vendi uma Birkin da Hermès [grife francesa fundada em 1837] por R$ 28 mil. Na loja, custa cerca de R$ 42 mil”, contou Maísa, do Desapego do Luxo, explicando que esse foi o item mais valioso que já vendeu até a publicação dessa reportagem.
Elisa Melecchi, da BagMe, explicou que a bolsa da Hèrmes é “superexclusiva” e “tem lista de espera para comprar nas lojas”. “As mais básicas custam a partir de 10 mil dólares, mas podem chegar até a 70 mil dólares. O item mais caro que tivemos foi uma bolsa Birkin da Hermès, que foi vendida na semana passada por R$ 14 mil”, disse a empresária.
Fraudes e golpes na web
A aquisição de produtos de grifes internacionais pode, no entanto, tornar-se um problema. “Quando existe fraude, é porque a bolsa Louis Vuitton [maison francesa especializada em malas e bolsas] era falsificada. Mas nós percebemos uma coisa bem interessante nas análises dessas lojas: são empreendedores jovens e honestos, mas sem muita experiência do mercado. Então, eles pecam na emissão de notas, e na entrega”, salientou Maurício Vargas.
Tanto empreendedores em busca do objeto de desejo de seus clientes quanto compradores dessas peças estão sujeitos a golpes na internet. “Nós encontramos um suposto brechó no Nordeste que tinha uma bolsa Céline [grife francesa fundada em 1945 por Céline Vipiana] que adoramos e estava um valor muito bom. Porém, a bolsa nunca chegou e a pessoa que estava vendendo sumiu, trocou o nome do Instagram e nunca mais respondeu. Ou seja, tomamos um golpe de R$ 3 mil. Demos queixa na polícia com o nome e CPF da pessoa que depositamos, mas nada aconteceu”, relatou Elisa.
A analista de administração de 29 anos, Tainá Oliveira, também teve uma experiência ruim ao adquirir um Ray-Ban - marca de óculos de origem americana que foi vendida para uma empresa italiana - pela internet. Apesar de já comprar pela web há dez anos, viu o produto pago não ser entregue. O vendedor que disponibilizou a peça através de um site que intermedia a comercialização de roupas e acessório sumiu, segundo ela.
“Recebi uma resposta do site falando que eu devia aguardar para ver se o vendedor não tinha enviado. Daí, no dia seguinte me informaram que colocaram um endereço errado que obviamente o correio não reconhece. Está dando como entregue, mas ninguém recebeu. Já comprei muito na internet e nunca acontecei isso comigo. Das outras vezes, eu tinha retirado [os produtos]. Dessa vez, como tinha recomendação, acabei caindo no conto”, explicou, afirmando que não sabe se voltará a comprar on line, apesar de garantir que “já economizou muito”.
Para evitar o risco de adquirir ou disponibilizar uma peça falsificada, Romênia Cardoso Luna, de 38 anos, informou que trabalha com um restrito grupo de fornecedores. “Noto que o maior questionamento das clientes é exatamente isso, então, não aceito ofertas de quem não conheço”, contou a dona do Abusei, Quero Vender, de Recife.
Já a escrivã aposentada Rosane de Paiva Baptista, de 53 anos, só compra em brechós que também possuem espaço físico. Após ver seu cartão de crédito "envolvido em compras de passagens aéreas fraudulentas, passei a ter cuidado de ver se tem loja física, escritório”. Rosane, que adora comprar bolsas, mas já adquiriu até óculos, tem três brechós 
preferidos e conhece pessoalmente a dona dos três.
Dicas de especialistas
Para Maurício Vargas, as “furadas” são as mesmas do e-commerce em geral. “Mas devem tomar muito mais cuidado porque é material usado”, ressaltou. “A grande dica é sempre ver a reputação da empresa antes de comprar. Como se faz isso? Pesquisando no Facebook, Google, vendo comentários, se vendem muito pelo Facebook ou Instagram, e lendo todos os comentários dessas lojas”.
O consultor sênior de e-commerce Marco Junior, que atua há 19 anos no mercado nacional e internacional, ensinou a melhor forma de realizar a busca na internet. “Experimente digitar o nome do brechó junto com a palavra ‘reclamação’ no Google. Exemplo: Brechó da Maria Reclamação, e analise a quantidade e o teor das reclamações”.
“Mas a dica mais valiosa é dar preferência para os brechós que operam com intermediadores de pagamento como PayPal, B-Cash, PagSeguro, entre outros, e claramente: evitando depósitos antecipados na conta corrente da vendedora ou do vendedor. Com um intermediador de pagamentos, o cliente poderá enviar uma reclamação se tiver qualquer tipo de problema com o produto”, garantiu.

Fonte: G1

domingo, 26 de outubro de 2014

Integração de Claro, Embratel e NET será finalizada em 2015

Embora não esteja entrando em consolidação com outra operadora brasileira, a América Móvil passa atualmente por outro processo de junção de negócios, só que interno: a integração das empresas Claro, Embratel e NET.
O CEO do grupo mexicano, Daniel Haaj, ressaltou que todos os negócios serão um só em 2015, e que isso já está começando a funcionar de forma proveitosa.
"Acabamos de voltar do Brasil e estamos muito felizes", disse ele em conferência com analistas.
Haaj destaca o desempenho dos negócios fixos e afirma estar "pegando embalo" com a Claro em serviços móveis.
"Estamos já finalizando a consolidação das três companhias, no ano que vem vamos ver uma companhia só no Brasil, temos autorização e estamos trabalhando nisso. A integração está funcionando no caminho certo, estamos economizando talvez dois pontos (na margem) do EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e achamos que poderemos ter margem melhor no ano que vem", declarou.
O processo, ele explica, também faz parte do plano da América Móvil para toda a América Latina de cortar custos e melhorar a eficiência e lucratividade.
Mesmo mostrando-se otimista e prevendo sinergias e um desempenho melhor para 2015, Daniel Haaj acabou não respondendo diretamente à pergunta sobre oportunidades de cross-selling no país.
Atualmente, no entanto, a NET já oferece vantagens para consumidores que optarem por inclusão de planos móveis da Claro, e a tendência é de haver também mais interações, em especial com operação de TV paga por satélite da Claro TV.
A Anatel aprovou a integração dos negócios em julho, quando foi revelada a condição de a Claro ter que abrir capital.
O grupo segue operando no Brasil com empresas distintas por enquanto: a Embratel fica responsável pelos serviços corporativos, a NET fica responsável pelos serviços fixos ao consumidor final e a Claro fica com os serviços móveis, inclusive com a operação de DTH, que antes era de responsabilidade da Embratel.
Fonte: Exame

sábado, 25 de outubro de 2014

Uespi realiza simpósio para discutir marketing e mídias digitais

O curso de Administração da Universidade Estadual do Piauí, campus Torquato Neto, realiza o I Simpósio de Marketing e Mídias Digitais. O evento acontece dias 31 de outubro e 1° de novembro com vasta programação. O evento tem como objetivo difundir, no meio acadêmico, práticas mais modernas de gestão de Marketing Digital.
O simpósio contará com a presença de profissionais e professores mercado local e regional: Mariana Guedes Conde (UFRB), Pedro Alexandre Cabral (Infoway), Igor Drey (UFPI), Alysson Dinis (Viradageek), Marcio Vinicius (Gestão e Mais), André Sandes (Camisaria Brassand) e Leandro Hipólito (Hipólito Comunicação).
Quatro destes palestrantes são egressos da Uespi (Pedro Alexandre Cabral - organizador, Marcio Vinicius, Mariana Guedes Conde e André Sandes) e irão falar sobre os seguintes temas: Novos caminhos do marketing 3.0, o perfil do profissional de marketing digital, o consumo de mídia móvel e as inovações no jornalismo e o novo consumidor no mundo digital.
Uma das organizadoras do Simpósio, a estudante do 7° bloco de Administração da Uespi, Karla Moraes, e a coordenadora do curso de Administração, professora Kátia Brasil, explicam que o objetivo do evento é "explorar a temática do Marketing Digital e destacar alguns aspectos sobre como colocar e manter uma empresa na internet, discutir as redes, monitoramentos e marcas”.
O I Simpósio de Marketing e Mídias Digitais tem como público-alvo, além da área de administração, estudantes e profissionais de diversos cursos como Marketing, Publicidade, Jornalismo, Tecnologia da Informação e Ciências da Computação.
Para os interessados em participar do evento, as inscrições acontecem no site doity.com.br/i-simposio-de-marketing-e-midias-digitais#registration ou presencialmente, na coordenação do curso de Administração do Campus Torquato Neto, bairro Pirajá, até o preenchimento das 200 vagas ofertadas. O evento emitirá um certificado com carga horária correspondente a 20h/a.
Fonte: Cidadeverde.com

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Custo de energia ameaça sete grandes empresas no Nordeste

O fim dos contratos de energia com a Chesf, do grupo Eletrobras, poderá comprometer a operação de sete grandes empresas instaladas no Nordeste: Braskem, Ferbasa, Dow, Mineração Caraíba, Paranapanema, Gerdau e Vale.
Hoje essas empresas são abastecidas diretamente pela estatal (sem intermediação de uma distribuidora) e pagam em média R$ 100 pelo megawatt/hora (MWh).
A partir de 1.º de julho de 2015, se o governo não mudar de ideia, elas terão de comprar essa energia no mercado por um valor, pelo menos, três vezes maior.
O problema das empresas surgiu em 2012 com a MP 579, que antecipou a renovação das concessões das hidrelétricas. Para baratear a conta de luz do brasileiro, o governo federal decidiu dividir a energia das usinas em cotas para entregar às distribuidoras.
Assim, a Chesf ficou sem energia para cumprir os contratos e teve de ir a mercado para comprar a eletricidade e atender os consumidores industriais.
A partir do ano que vem, no entanto, esse compromisso acaba. "As empresas estão apavoradas", afirma o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Paulo Pedrosa.
Até agora o governo não tem demonstrado nenhuma intenção de manter os contratos com as empresas. Em nota, afirmou que a energia será entregue até 30 de junho de 2015.
O assunto poderá parar na Justiça. Uma das justificativas das empresas para a continuidade do abastecimento é que o contrato não é de consumidor livre. As empresas estão enquadradas como consumidores especiais, mais próximos de um consumidor cativo. E um consumidor cativo não tem a energia interrompida, destaca Pedrosa.
Com o fim dos contratos, as empresas, que empregam 8 mil pessoas na região, ficarão numa situação delicada. Dificilmente seriam atendidas por uma distribuidora já que o volume de energia consumido é alto - as concessionárias precisam informar com antecedência sua demanda de energia ao governo para a realização dos leilões.
Segundo o consultor da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), Danúbio Lacerda, o consumo dessas empresas corresponde a 700 MW médios. "É mais que a demanda do Estado de Alagoas."
Problemas
Outra alternativa seria as empresas virarem consumidoras livres e assinarem contratos com alguma geradora. Mas, nesse caso, as empresas esbarrariam em dois problemas. O primeiro é que a oferta de energia está restrita com o baixo nível dos reservatórios.
Segundo fontes da área de comercialização, quem tem contrato vencendo a partir do ano que vem não está conseguindo renovar. Além disso, com a escassez de chuvas no Sudeste/Centro-Oeste, o preço da energia está nas alturas.
No mercado à vista, está em R$ 822 o MWh. Para contratos de um ano a partir de 2015, está na casa de R$ 300. "O fim dos contratos seria catastrófico para o Nordeste", afirma Lacerda.
Em nota, a Braskem, principal afetada pela medida, afirmou que está tentando renovar os contratos a Chesf. "A companhia entende que o custo e a disponibilidade de energia são requisitos primordiais para a competitividade do setor industrial brasileiro."
Fonte: Exame

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Falta d'água atinge 13,7 milhões de pessoas no Estado de São Paulo

A falta d'água já atinge 13,7 milhões de pessoas em 68 municípios de São Paulo, fora a capital. Desses, 38 já adotaram o racionamento, três estão em situação de emergência e um em calamidade pública.
Grandes cidades do interior, como Campinas, Piracicaba e Americana sofrem com a falta de água, mas não assumiram o racionamento. Na terça-feira, 14, atendendo a pedido do prefeito Jonas Donizete (PSB), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) autorizou o aumento na liberação de água do Sistema Cantareira de 3 metros cúbicos por segundo para 3,5 m3/s para evitar o colapso no abastecimento de Campinas.
De acordo com a Sanasa, a empresa de saneamento da cidade, com as altas temperaturas o consumo aumentou de 2,8 m3/s para 4 m3/s. A má qualidade das águas do Rio Atibaia, onde é feita a captação, fez com que o volume de água tratada fosse reduzido, "provocando problemas pontuais de falta de água em algumas regiões da cidade".
Desde sexta-feira, a empresa utiliza 20 caminhões-pipa para atender os bairros mais afetados. Em Bauru, 158 bairros vão conviver com rodízio que começou na quarta-feira.
A comerciante Rosana Domingues está comprando água para consumo. Já a cidade de Americana adotou anteontem o rodízio entre os sistemas de captação para preservar os reservatórios, mas não admitiu o racionamento oficialmente. O procedimento vale para toda cidade. Em Piracicaba, desde o início do mês, pelo menos 20 bairros - mais de 100 mil pessoas - ficaram sem água. Moradores alegam que há um rodízio disfarçado. O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) alega que o desabastecimento foi causado por avaria em uma adutora.
O Rio Corumbataí, que abastece a cidade, está com nível muito baixo. Salto e Guararapes também optaram pelo racionamento esta semana. Com racionamento desde fevereiro, Itu está sendo abastecida precariamente com a compra de três milhões de litros de água por dia em outras cidades. No domingo, no quarto protesto contra a falta de água, moradores interditaram uma rodovia e incendiaram um ônibus. Oração Em Franca, a seca reduziu em 45% a vazão do Rio Canoas - o principal manancial da cidade - e em 65% a do Córrego Pouso Alegre.
Ontem, ao visitar o Canoas e saber que os cortes de água começariam, o vereador e pastor Otávio Pinheiro (PTB) rezou pedindo chuva, com outros 12 vereadores e o diretor da Sabesp, Rui Engracia. "Fiquei muito assustado quando vi aquela situação, com o rio baixo e cheio de terra", justificou. Na cidade, a Sabesp não assumiu oficialmente o racionamento, mas divulgou uma lista com dezenas de bairros que estão tendo o corte de água. Todo dia, 27 caminhões-pipa buscam água em represas da região para completar os reservatórios. O município de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, adotou o racionamento anteontem, em razão do baixo nível dos Rios Batedor e Passa Vinte. Com o rodízio, o abastecimento fica interrompido durante 24 horas, em dias alternados.
A telefonista Ana Cristina Ribeiro, moradora da Vila Brasil, foi avisada que ficará sem água a partir das 7 horas de hoje. "Como só tenho uma caixa, pedi à minha mãe para encher os baldes, pois não sabemos quando a água vai voltar." Segundo ela, a cidade tem bairros altos que já estão sem água há mais tempo. Moradores de Redenção da Serra reclamam da interrupção no abastecimento e da qualidade da água, mas a Sabesp informou que os problemas foram pontuais e já estão corrigidos. A Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia do Rio Paraíba do Sul (Agevap) prevê que as represas que abastecem a região podem entrar em colapso em novembro, se não vierem chuvas em volume suficiente para recuperar os mananciais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
FONTE: UOL

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Colégio usa WhatsApp para se comunicar com pais de alunos

Para aumentar a participação dos pais no processo de aprendizagem dos filhos e oferecer mais segurança, algumas escolas passaram a adotar ferramentas tecnológicas já bastante conhecidas do nosso dia a dia. Neste colégio, em São Paulo, os telefonemas e reuniões presenciais deixaram de ser o principal canal de comunicação entre pais e mestres. 
Há pouco mais de um ano, aplicativos de comunicação e compartilhamento como Google Drive, Hangouts e o tão popular WhatsApp se tornaram presentes no cotidiano dos pais, professores e coordenadores.
Aqui, o WhatsApp já é responsável por quase 90% de toda a comunicação entre os pais e a escola.
As mensagens instantâneas facilitam na hora de passar um recado ou esclarecer qualquer dúvida relacionada ao aluno. Mas a comunicação é de mão dupla: os pais costumam questionar sobre o dia quando as crianças estão em fase de adaptação ou doentes e até usam a ferramenta para avisar quando vão atrasar para buscar os filhos. Se antes a comunicação era feita somente pessoalmente ou por recados na agenda, agora a tecnologia trouxe a facilidade do “tempo real” para situações como estas.
Do outro lado, mesmo quando não há qualquer urgência, as coordenadoras costumam “presentear” os pais com fotos dos alunos realizando as atividades na sala de aula, brincando ou se alimentando.
Mais do que aproximar os pais do dia a dia dos filhos, a tecnologia os aproximou da escola. As reuniões trimestrais de pais e mestres – dependendo da ocasião – podem ser transmitidas em vídeo através do Hangouts. E quando o pai ou mãe não pode de jeito nenhum participar daquele momento, a escola agenda um novo horário para uma reunião virtual com a coordenadora.
Outra atividade proporcionada pela tecnologia aqui neste colégio é a transmissão da aula em tempo real. Em uma fase importante da alfabetização, Matheus precisou viajar com os pais para o Sul do país. Para não perder a aula, as professoras transmitiram a atividade para ele...
E não para por aí. Para compartilhar o desempenho das crianças, o colégio publica o relatório trimestral do aluno no Google Drive. 
Se essas ferramentas são tão utilizadas no nosso dia a dia, nada melhor do que aproveitar ao máximo em cada vez mais situações e ocasiões.
Fonte: Olhardigital.com.br